O time de futebol do XI de Agosto adotou o símbolo da Égua Vermelha no ano de 1957, no apogeu da equipe tatuiana. Diz a lenda que, já mostrando um desempenho acima da média no Campeonato Amador de Futebol do Estado de São Paulo, a fama da equipe agostina era tema de comentários por todos os cantos da cidade. Num certo domingo, horas antes da equipe embarcar para um confronto em outro município, as torcidas palpitavam sobre o jogo em animadas rodas de conversa em frente ao bar do Juca Sallum.

No meio da conversa (e das apostas), chega a notícia de uma certa agitação no Largo do São Roque, próximo dali. O assunto roubou a atenção de todos que, curiosos, tentavam descobrir o que poderia ter acontecido. Foi então que chega o Matarazzo – um andarilho conhecidíssimo na época e um desses personagens inesquecíveis que vivem pelas ruas. Matarazzo, aos gritos, informou: “a égua vermelha morreu”.

Havia acontecido um atropelamento de uma égua de cor avermelhada no Lardo do São Roque. Os torcedores rivais, aproveitando-se das cores vermelha e preta do animal – que eram as mesmas do time de futebol – não deixaram por menos e passaram a proclamar: “a égua vermelha do XI vai morrer”, torcendo por uma derrota do time tatuiano.

A brincadeira serviu para apimentar as torcidas. O XI de Agosto acabou ganhando o jogo e, mais que isso, sagrou-se campeão do Campeonato do Interior do Estado de São Paulo no ano de 1957.

Desde aquele dia, o símbolo da equipe tornou-se uma égua vermelha, sendo então : “A Égua Vermelha do XI, NÃO ESTÁ MORTA !!!

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